Economia Portuguesa em 2026: Desemprego em Mínimos, Crescimento Sólido
Se andas atento aos números da economia portuguesa, as últimas semanas trouxeram uma mistura interessante de boas e más notícias. Deixa-me fazer o resumo.
Os números de 2025
O INE confirmou: a economia portuguesa cresceu 1,9% em 2025. Parece bom — e é — mas ficou abaixo dos 2% que o Governo tinha prometido. Ainda assim, continuamos a crescer acima da média da Zona Euro, o que não é pouco.
O destaque positivo: desemprego
Aqui está a verdadeira boa notícia. A taxa de desemprego caiu para 5,6% em dezembro — o valor mais baixo desde fevereiro de 2002. Sim, leste bem: mínimos de 23 anos.
A população empregada aumentou 3,7% face ao ano anterior, com mais 190 mil pessoas a trabalhar. Num contexto europeu de incerteza, isto é notável.
Inflação controlada
Em janeiro de 2026, a inflação desceu para 1,9% — abaixo da meta de 2% do BCE. Desceu dos 2,2% de dezembro e está bem longe dos picos que vimos em 2022-2023.
O que isto significa na prática? O teu poder de compra está mais estável. Os preços ainda sobem, mas a um ritmo que não come o salário todo.
E a bolsa?
O PSI está nos 9095 pontos e subiu mais de 36% no último ano. No último mês, ganhou 7,5%. As cotadas portuguesas estão a beneficiar do contexto positivo — especialmente as energéticas como a Galp.
Por falar em Galp, fizemos uma análise detalhada recentemente:
Os desafios
Nem tudo são rosas. O crescimento ficou abaixo do esperado e as previsões para 2026 variam muito — entre 1% (Banco de Portugal, cenário mais conservador) e 2,2% (OCDE). A incerteza global pesa: tarifas, tensões geopolíticas, transição energética.
O fim do PRR em 2027 também vai abrandar a economia. Grande parte do investimento atual vem desses fundos europeus.
O meu take
Portugal está numa posição relativamente confortável: desemprego baixo, inflação controlada, e crescimento acima da média europeia. Não é um boom, mas é solidez — e num mundo instável, solidez tem valor.
Para quem investe, o PSI oferece exposição a empresas que beneficiam deste contexto. A Galp, a Jerónimo Martins, os CTT — são nomes que conheço bem e que continuam a mostrar resiliência.
Fontes: INE · Banco de Portugal · Trading Economics · OCDE · InvestidorAtivo.pt
Disclaimer: Este artigo é apenas para fins informativos. Não constitui aconselhamento financeiro.